Pouco contato com natureza 'aumenta a incidência de alergias'

A falta de exposição à natureza pode estar aumentando a incidência de asma e outras alergias entre moradores de cidades, segundo um estudo finlandês.

Reflexão em contribuição ao dia do combate à seca e à desertificação

O serrote “Espinho Branco” é um patrimônio natural e constantemente visitado pelos que apreciam escaladas e o contato com a natureza...

PESQUISA PREVÊ DESCARTE DE 42 TONELADAS DE BATERIAS DE CELULAR NO BRASIL

Uma estimativa da CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento) mostra que este ano, no Brasil, serão jogadas no lixo 42 toneladas de baterias de celular usadas.

Intimidade Ecológica

Todos nós trazemos no corpo as marcas de uma profunda identidade com o planeta. São marcas profundas, viscerais, que não podem ser apagadas.

Pouco contato com natureza 'aumenta a incidência de alergias'


A falta de exposição à natureza pode estar aumentando a incidência de asma e outras alergias entre moradores de cidades, segundo um estudo finlandês.

Os cientistas dizem que certas bactérias, apontadas em outros estudos como benéficas para a saúde humana, são encontradas em maior abundância em ambientes rurais.

Esses micro-organismos cumprem um papel importante no desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico, explicam os especialistas.

As conclusões do estudo foram divulgadas na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences. "Existem micróbios em todo lugar, inclusive em áreas urbanas, mas os micróbios de ambientes naturais são mais benéficos para nós", disse à BBC um dos autores, Ilkka Hanski, da Universidade de Helsinque.

Função especial: Para realizar a pesquisa, a equipe coletou amostras de pele de 118 adolescentes finlandeses e constatou que os que viviam em fazendas ou perto de florestas tinham maior diversidade de bactérias e eram menos sensíveis a alergias. Hanski explicou que as bactérias são benéficas para nós porque promovem a microbiota - o conjunto de micro-organismos que formam colônias dentro do corpo ou sobre a pele, mas sem provocar doenças.

 

Segundo ele, estes micro-organismos são importantes "para o desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico".

O estudo também permitiu que a equipe identificasse um grupo de bactérias, conhecidas como gama proteobactérias, que têm uma "função especial".

Um dos tipos de gama proteobactéria, chamada Acinetobacter, foi "fortemente associado ao desenvolvimento de moléculas anti-inflamatórias".

"Basicamente, nosso estudo revelou que quanto maior a quantidade dessa bactéria em particular você tem na pele, (maiores suas) respostas imunológicas capazes de suprimir reações inflamatórias (ao pólen, a animais, etc)", afirmou Hanski.

"A urbanização pode ser vista como uma oportunidade perdida, para muitas pessoas, de interagir com o meio natural e sua biodiversidade, inclusive as comunidades de micróbios."
Ilkka Hanski, da Universidade de Helsinque

O cientista explicou ainda que as gama proteobactérias tendem a ser mais prevalentes em ambientes vegetais, como florestas e terras usadas para agricultura, do que em ambientes urbanos e na água.

"A urbanização é um fenômeno relativamente recente, durante a maior parte do nosso tempo (de evolução da espécie humana), temos interagido em uma área que hoje chamamos de ambiente natural."

"A urbanização pode ser vista como uma oportunidade perdida, para muitas pessoas, de interagir com o meio natural e sua biodiversidade, inclusive as comunidades de micróbios".

Hanski admite que não é possível reverter a tendência global de urbanização, mas disse que há uma série de opções para aumentar o contato com ambientes naturais.

"Além de preservar áreas naturais fora de áreas urbanas, acho que é importante fazer um planejamento de cidades que inclua espaços verdes, cinturões verdes e infraestrutura verde."


Fonte: Mark Kinver, repórter de meio ambiente da BBC Brasil http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120508_natureza_alergias_mv.shtml). Datada em 08 de maio, 2012.

PESQUISA PREVÊ DESCARTE DE 42 TONELADAS DE BATERIAS DE CELULAR NO BRASIL


Com a tecnologia cada vez mais rápida, o consumo de celulares não para de crescer, e algumas pessoas trocam de celular como trocam de roupas e consequentemente baterias são descartas. Uma estimativa da CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento) mostra que este ano, no Brasil, serão jogadas no lixo 42 toneladas de baterias de celular usadas.

“Hoje, temos mais de 200 milhões de linhas celulares em atividade no Brasil. Isso gera uma quantidade enorme de sucata, não só de baterias, mas também proveniente de outros componentes”, afirmou ao Teletime, Sebastião Sahão, diretor da instituição, que desde 2005 desenvolve com o apoio do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) um projeto sobre impactos das telecomunicações no meio ambiente e na saúde humana.

Os dados mostram ainda que o tempo de troca de um celular no Brasil é de em média dois anos, o que significa dezenas de milhões de terminais descartados anualmente. No total, calcula-se que os descartes de resíduos eletrônicos no País cheguem a 97 mil toneladas anuais.

Reciclagem: a melhor saída

A melhor maneira de evitar que substâncias nocivas das baterias contaminem o meio ambiente é entregar as baterias velhas aos fabricantes ou operadores para que as reciclem.

A quantidade de metais que compõem as baterias de telefone pode ser reciclada para a criação de novos aparelhos. A maioria dos fabricantes de aparelhos e inclusive operadores costuma ter planos de recolhimento e reciclagem dos aparelhos, mesmo para queles que não funcionam mais.

Estima-se que entre 60% e 70% de todo o material de um celular pode ser reciclado. Alguns países, inclusive, possuem apoios e descontos para comprar outros aparelhos na troca por um antigo.

Fonte: www.ecodesenvolvimento.org.br

Intimidade Ecológica

Todos nós trazemos no corpo as marcas de uma profunda identidade com o planeta. São marcas profundas, viscerais, que não podem ser apagadas. A primeira delas é a água. O mais fundamental dos elementos está presente em nosso corpo na mesma proporção em que aparece no globo terrestre. As lágrimas que derramamos de dor ou de alegria tem o sabor dos oceanos.

A água do mar tem quase a mesma consistência do soro fisiológico. Em nosso sangue carregamos a terra, pulverizada nos sais minerais, que vitalizam tecidos e órgãos. Ferro, cálcio, manganês, zinco, que jazem nas profundezas do solo, correm pelas nossas veias.

Desde o primeiro choro, quando inauguramos as vias respiratórias e inalamos pela primeira vez o ar que enche os pulmões, participamos de um grande espetáculo da natureza, que revela em pequenos detalhes, a grandeza do universo. Nossa principal fonte de energia é o ar. Podemos suportar dias sem comer ou beber. Mas não podemos ficar tanto tempo sem ar. Enchemos os pulmões de oxigênio e devolvemos gás carbônico para a atmosfera. Esse gás é absorvido pelas espécies vegetais, que através da fotossíntese, devolvem generosamente, oxigênio. Como se vê, interagimos intensamente com o meio natural. Nos confundimos com esse meio ambiente. Somos parte dele e ele de nós.

Neste início de terceiro milênio, quando a humanidade estabelece novos recordes de destruição dos recursos naturais, perdemos o contato com a Mãe Terra e, não por acaso, com nós mesmos. Na agitação da vida moderna, vivemos encubados em casas e apartamentos, elevadores, escritórios, ônibus e carros. O tempo do relógio se sobrepõe ao tempo natural, em que cada coisa acontece na hora certa, sem angústia ou ansiedade.

Esquecemos de nos conectar ao que empresta sentido à vida, que é a própria vida em essência, com um imenso repertório de ensinamentos. Assim, deixamos de olhar para o céu e perceber como está o tempo, perder alguns segundos admirando o esplendor de uma manhã ensolarada, o prazer do vento que desgrenha os cabelos trazendo alívio e frescor, o horizonte sem limites do mar azul, a imponência das montanhas, o brilho cintilante de uma estrela que atravessa milhões de quilômetros na velocidade da luz, e que depois de driblar as nuvens e a poluição, aparece no céu sem que percebamos seu esforço heróico.

Mergulhados em afazeres mais urgentes, nos afastamos de nossa essência. Será coincidência que o avanço da destruição da natureza se dá na mesma velocidade com que registramos o crescimento das estatísticas de depressão e suicídio? É preciso refazer os elos e perceber com humildade que as pequenas coisas da vida encerram as grandes verdades da existência. O mundo está em nós e nós no mundo. O meio ambiente começa no meio da gente.

Autor: André Trigueiro

Análise do Ciclo de Vida (ACV) e Reciclagem


A análise de ciclo de vida é uma técnica para avaliação dos aspectos ambientais e dos impactos potenciais associados a um produto, compreendendo etapas que vão desde a retirada da natureza das matérias-primas elementares que entram no sistema produtivo, à disposição do produto final. Essa técnica também é conhecido como análise "do berço ao túmulo".

A análise de ciclo de vida de produtos é, na verdade, uma ferramenta técnica que pode ser utilizada em uma grande variedade de propósitos. As informações coletadas na ACV e os resultados de sua análise e interpretações podem ser úteis para tomadas de decisão, na seleção de indicadores ambientais relevantes para avaliação de desempenho de projetos ou reprojetos de produtos ou processos e/ou planejamento estratégico.

A ACV encoraja as indústrias a considerar as questões ambientais associadas aos sistemas de produção: insumos, matérias-primas, manufatura, distribuição, uso, disposição, reuso, reciclagem. Pode-se dizer também, que ela nos ajuda a identificar oportunidades de melhoramentos dos aspectos ambientais de uma empresa.

Segundo Luís Briones, presidente do Programa Plastivida/ABIQUIM, números exatos sobre a performance energética do setor da reciclagem só serão obtidos com o uso das ferramentas da Análise do Ciclo de Vida (ACV).
Briones lembra que há estudos baseados em ACV que têm demonstrado que as quantidades de energia gastas para obter um produto a partir de matéria-prima virgem são maiores que aquelas gastas para produzi-lo com resíduos reciclados.
Por isso, dada a atual crise energética, o governo deveria estabelecer com máxima urgência uma Política Nacional de Gestão de Resíduos Sólidos, com responsabilidade compartilhada entre todos os setores envolvidos, ou seja, Poder Público, sociedade e setor produtivo. Essa gestão compartilhada e integrada dos resíduos sólidos urbanos deve ser feita localmente, contemplando todas as possibilidades disponíveis e tomando como base as realidades e necessidades sociais, econômicas e ambientais. E, é lógico, sem perder de vista que a reciclagem tem mostrado ser mais econômica nos aspectos de consumos de energia, água e materiais acessórios utilizados diretamente na produção de um bem, quando comparada à produção a partir de matéria-prima virgem, conclui Briones.

1- Quando o aço é produzido inteiramente a partir da sucata, a economia de energia chega a 70% do que se gasta com a produção a base do minério de origem. Além disso, há uma redução da poluição do ar (menos 85%) e do consumo de água (menos 76%), eliminando-se, ainda, todos os impactos decorrentes da atividade de mineração.

2- O papel jornal produzido a partir das aparas requer 25% a 60% menos energia elétrica que a necessária para obter papel da polpa da madeira. O papel feito com material reciclado reduz em 74% os poluentes liberados no ar e em 35% os despejados na água, além de reduzir a necessidade de derrubar árvores.

3- Na reciclagem do vidro é possível economizar, aproximadamente, 70% de energia incorporada ao produto original e 50% menos de água.

4- Com a reciclagem de plásticos economiza-se até 88% de energia em comparação com a produção a partir do petróleo e preserva-se esta fonte esgotável de matéria-prima.

Em resumo, a ACV pode ser utilizada para obter-se um melhor entendimento de todo o sistema utilizado para se produzir um produto, e conseqüentemente aprimorá-lo.

Fonte: Redação Ambiente Brasil - www.ambientebrasil.com.br